Chuvas recuperam parte das lavouras de milho no RS

Chuvas recuperam parte das lavouras de milho no RS

Jornal do Campo | Foto: Emater RS/Divulgação

As chuvas dos últimos dias foram suficientes para atenuar um pouco o déficit hídrico enfrentado pelo milho gaúcho no Rio Grande do Sul.

As precipitações também favoreceram a evolução para as fases de maturação e colheita na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras de milho estão 15% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro e 22% do total já foram colhidos.

Na região de Santa Rosa, onde 60% do milho estão colhidos, a produtividade teve pequena queda em função da baixa umidade do solo, que atingiu lavouras em plena floração e formação inicial do grão.

Com a melhora das condições de umidade do solo, foi iniciada a semeadura para o cultivo da segunda safra (milho safrinha) nas áreas colhidas.

As chuvas da semana frearam as atividades de colheita e os produtores buscam a retirada do produto da forma mais célere possível, para liberar as áreas também para a semeadura da soja safrinha.

A boa produtividade obtida e os preços com tendência de elevação devem possibilitar boa rentabilidade da cultura nesta safra.

Soja

O cultivo do grão no RS alcançou a totalidade da área prevista para a safra 2019/2020, que é de 5.956.504 hectares. Das lavouras implantadas, 48% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, que corresponde a 11,8% da área de soja no Estado, o desenvolvimento das lavouras ainda é satisfatório, mesmo com as condições de falta de umidade e de altas temperaturas nas últimas semanas.

As chuvas recuperaram parcialmente as lavouras, apesar de já haver perdas, sobretudo nas Missões.

Na regional de Ijuí, o retorno das chuvas influenciou a emissão de folhas novas, de ramos laterais e o aumento da floração. Em geral, as plantas apresentam tamanho menor do que o ideal, com índice foliar abaixo do esperado e potencial produtivo comprometido devido à estiagem.

Os índices de redução do potencial produtivo são diferentes conforme a localização das lavouras, o período de semeadura e o ciclo das cultivares.

No Corede Alto Jacuí é onde se identificam as maiores reduções de produtividade. Até o momento, há baixa incidência de pragas.

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