Produtores de cebola de Tavares destacam-se

Produtores de cebola de Tavares destacam-se

Jornal do Campo | Foto: Emater RS/Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) a dois produtores de cebola de Tavares.

Eles fazem parte do Programa de Gestão Sustentável, da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), desenvolvido pela Emater RS, e agora passam a expor e comercializar seus alimentos no site Vitrine da Agricultura Familiar, do Mapa.

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“Como fazem seu caderno de campo e controle de custos, eles foram selecionados para que possamos conhecer e dominar o sistema do Vitrine da AF e incluir outros produtores”, destaca Sarah Fiorelli, extensionista rural e engenheira agrônoma da Emater RS de Tavares, ao reafirmar que a ideia é incluir no site do Ministério mais produtores organizados.

Além de ter a cebola em exposição e para comercialização no site, também foi possível adquirir o Selo com QR Code, importante para a rastreabilidade, observa Sarah.

Para ter acesso ao Selo, basta ter DAP e fazer a inscrição, incluindo fotos e descrição do produto, descrevendo ainda um breve histórico familiar da produção.

Os produtores selecionados são Valdoir Costa Rodrigues, 22 anos, enquadrado no perfil do selo Juventude Rural, e Rui Miguel de Lemos, 59 anos, que planta 3ha de cebola na localidade das Capororocas. O jovem Valdoir também planta 3ha de cebola na localidade de Butiás.

Rodrigues foi escolhido por ser jovem. Seus bisavós já produziam o bulbo e ele sempre ajudou os pais na produção de cebola.

Os pais seguem na atividade, porém há três anos ele produz sua própria lavoura e conseguiu ter acesso ao crédito via Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Lemos foi escolhido por ser atuante na busca de políticas públicas para a cebola, sendo o representante da Associação Nacional da Cebola (Anace) no RS e presidente do Subcomitê da Cebola, com assento na Camâra Setorial da Cebola Gaúcha.

A produção de cebola é tradicional na família, desde a época dos avós. Ele e sua esposa Vera Ruth produzem 3 ha.

A colheita deve iniciar nas próximas semanas com as variedades mais precoces, estendendo-se até final de dezembro com as tardias.

A área cultivada em Tavares é de 525 ha, dividida entre 270 produtores, e a produtividade média fica em torno de 30T/ha. É esperado para a próxima safra 16 mil toneladas do bulbo.

A rastreabilidade é uma necessidade do consumidor, que quer saber a origem do alimento. A identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas, com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca.

O selo com QR Code é uma importante ferramenta pois, ao comercializar a cebola, o consumidor consegue fazer uma simples busca através do celular, de quem é o produtor, município e telefone e e-mail, caso queira entrar em contato.

Os produtos também ficam exposto no site Vitrine da Agricultura Familiar, com o telefone e e-mail para contato, caso tenha algum interessado em comprar.

“A adequação à rastreabilidade é uma preocupação dos produtores de cebola de Tavares”, afirma Sarah. Para ela, o Selo representa uma conquista para o agricultor organizado e, neste primeiro momento, ajuda na logística e comercialização.

“Também representa economia e diferencial para estes produtores, pois estavam prestes a contratar empresa particular para confecção de um selo com QR Code próprio comum (sem identificação de agricultor familiar)”, ressalta a extensionista.

Sarah avalia que o papel da Emater RS foi buscar a informação, cadastrar os produtores e agir a tempo, conseguindo o selo diferenciado, de forma gratuita, antes da comercialização da safra e antes que pagassem pelo serviço terceirizado.

“Pode ser uma ferramenta para agregação de valor e também um novo canal de comercialização (através do site), e estimula a organização dos demais produtores de cebola da região, já fomentada pela Emater, atentando para a importância de se adequar à rastreabilidade, mantendo em dia o caderno de campo e notas fiscais”, diz.

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