Famílias receberão atenção especial em período pós-adoção no RS

Famílias receberão atenção especial em período pós-adoção no RS

Boas Ideias | Foto: Eduardo Nichele/TJRS/Divulgação

Para evitar essas situações traumatizantes e conferir um suporte emocional e psicológico às famílias, já a partir da concessão da guarda provisória, a Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul (CIJRS) e a ONG Elo Organização de Apoio a Adoção firmaram parceria, através do Projeto Pós-Adoção.

De acordo com a desembargadora e Corregedora-Geral da Justiça, Denise Oliveira Cezar, foram 736 sentenças de adoção em 2019 no Rio Grande do Sul.

“Há muitas crianças e adolescentes que nenhuma família deseja, que convivem com a desesperança e o sentimento de abandono. Isso já foi percebido pelo Judiciário, desde a gestão passada, e, nesta, intensificamos algumas ações e lançamos outros projetos”, cita.

Desde 2016, quando o Tribunal de Justiça gaúcho lançou a campanha “Deixa o Amor te Surpreender”, voltada para as adoções de difícil colocação – crianças com mais de 6 anos, grupos de irmãos, adolescentes e jovens com deficiência física ou mental – foram lançados os projetos “Busca SER“, “Adote Um Pequeno Torcedor, Tchê“, “Adote Um Destino” e o Aplicativo Adoção, todos direcionados para a flexibilização do perfil desejado pelos adotantes.

Juntos, esses projetos já resultaram em 36 adoções, 31 guardas provisórias e 11 aproximações em andamento. “Podemos sonhar com 78 adoções por meio dessas iniciativas”, afirmou a Coordenadora da CIJRS, juíza-corregedora Nara Cristina Cano Neumann Saraiva.

“Identificamos a necessidade de acompanhamento dessas famílias. O Projeto Pós-Adoção tem como objetivo conferir a elas suporte, reflexão e acompanhamento, favorecendo a adaptação e a vinculação familiar”, destacou a magistrada. A partir da guarda provisória, serão realizados seis encontros quinzenais com as famílias.

Esse trabalho será realizado pela ONG Elo. “Todos os dias repensamos o nosso papel. O projeto vem para tratar do apoio a essas famílias, que passam por um momento importante, em que estão recebendo os seus filhos”, considera o presidente da entidade, Peterson Rodrigues.

Para a Corregedora-Geral da Justiça, o tema ultrapassa os limites do Poder Judiciário e envolve toda a sociedade. “As questões que dizem respeito à infância e à juventude, em especial, à adoção, são mais do que um compromisso do Poder Judiciário. São um dever de cada um de nós. Não há uma pessoa que possa se desenvolver de forma saudável se não dispor de apoio familiar”, afirma. “O Estado supre uma parte da ausência da família, mas jamais o amor, o carinho e a atenção”, ressaltou a magistrada.

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