Pode até faltar placa no estádio de futebol… Criatividade, nunca!

Pode até faltar placa no estádio de futebol... Criatividade, nunca!

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A prática de futebol profissional no interior gaúcho é um andar sobre corda bamba sem rede de proteção: é preciso muita coragem para encarar a “bucha” – usando aqui uma expressão bastante gaudéria.

Além de catar moedas aqui e ali para dar conta de necessidades básicas, como alimentação, hospedagem, transporte e treinamentos, todo clube que se aventura na Terceira Divisão de futebol do Rio Grande do Sul precisa ser criativo para não desistir no meio do caminho.

Na partida entre Santo Ângelo e Nova Prata, disputada no dia 26 de maio, no Estádio da Zona Sul, uma situação curiosa ilustrou com precisão a precariedade do campeonato e, por consequência, dos clubes que disputam a divisão menos nobre do futebol gaúcho.

Em uma das substituições, o atleta que vestia a camisa número 9 precisou dar lugar a um colega com o uniforme nº 19.

E tem placa para tanto número? Naquele dia, não. Havia para outras dezenas, como 12, 14, e assim vai. Mas o 19 deu uma rasteira na delegada de jogo e no 4º assistente de arbitragem. “Cadê? Não tem…”.

A solução foi improvisar e usar as placas 1 e 9 para formar o tão desejado 19.

O material, aliás, como é possível ver, já sofreu tudo o que podia com a ação do tempo.

Que tal uma placa de substituição eletrônica bancada por um patrocinador? Dependendo do modelo, uma unidade pode custar entre R$ 2000 e R$ 6000.

Sabe qual é a maior motivação para chegar à final da Terceirona? Poder fugir dela!

Pode até faltar placa no estádio de futebol... Criatividade, nunca!

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