Pescadores e voluntários retiram uma tonelada de lixo do rio Uruguai, em Porto Vera Cruz

Pescadores e voluntários retiram uma tonelada de lixo do rio Uruguai, em Porto Vera Cruz

Nosso Mundo | Foto: Emater RS/Divulgação

Um mutirão fez brilhar os olhos daqueles que esperam boas atitudes em defesa do ambiente circundante. Pescadores profissionais e entidades de Porto Vera Cruz uniram-se para a limpeza do Rio Uruguai.

A cidade integra a região fronteiriça à Argentina e a mobilização ocorreu na última sexta-feira, 8. A ação contou com o envolvimento da Associação de Pescadores, prefeitura de Porto Vera Cruz e Emater RS, em convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

A limpeza foi realizada em uma extensão de 18 quilômetros, às margens do rio, iniciando na ponta da ilha, em Barra do Bugre, até o balneário Chico Alferes. Foram recolhidos em torno de 70 sacos grandes de lixo, totalizando uma tonelada de material coletado.

A proposta do mutirão, segundo o extensionista rural da Emater RS-Ascar Gilberto José Bárbaro, é melhorar a qualidade de vida e a saúde das famílias de pescadores envolvidas, a partir de ações individuais e coletivas que cuidam e preservam o Rio Uruguai, fonte de sustento e de lazer de muitas famílias que vivem no Noroeste gaúcho, sendo um importante ponto de pesca e de turismo.

Bárbaro, que acompanhou o mutirão, explica que a ação ocorre anualmente, tendo como objetivo principal a conscientização das pessoas em relação à destinação correta do lixo, diminuindo o lançamento de resíduos prejudiciais no rio. “Queremos, com isso, resgatar a importância de preservar o meio ambiente”, comenta.

Garrafas de refrigerante, vidros, embalagens plásticas e de agrotóxicos foram alguns dos objetos recolhidos e levados pelo caminhão da Secretaria Municipal de Obras para destinação adequada.

“A quantidade de lixo recolhido ainda é significativa, com aumento em relação aos anos anteriores. Diante disso, é importante manter a realização de ações educativas e de conscientização para que estas sejam incorporadas à rotina das famílias da comunidade”, comenta o extensionista rural Eliton Horn.

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