A caneleira e seu uso no esporte em nome da segurança

A caneleira e seu uso no esporte em nome da segurança

Tu Sabia? | Foto: Outra Estação.com © Todos os direitos reservados

Já chegou para o futebol com a gurizada e te chamaram de balaqueiro por usar caneleira?

Parabéns! Antes de qualquer coisa, o acessório é um grande protetor da tíbia.

Com a caneleira, em um impacto, a força é distribuída, diminuindo bastante a possibilidade de fratura.

Segundo especialistas, as caneleiras diminuem de 11% a 17% as forças aplicadas na perna em um impacto. Já a tensão é aliviada em uma faixa entre 45% e 51%.

As fraturas podem representar até 11% das lesões no futebol. Dessas, 33% se concentram nos membros inferiores.

Mesmo com tantos riscos à saúde dos atletas, a Fifa determinou o uso obrigatório somente em 1990.

E não foi fácil convencer os boleiros a usar. Renato Portaluppi, hoje treinador do Grêmio, foi um dos futebolistas rebeldes que fugiram como puderam das caneleiras no início.

“Eu tinha a panturrilha grossa, sentia muita câimbra. Era muito ruim usar a caneleiras”, argumentou Renato ao jornal Folha de São Paulo certa vez.

Em determinados jogos, ele confessa hoje que chegava a esconder as caneleiras na sunga após o apito inicial para não ter que usá-las nas pernas.

Antes mais pesada e maior, hoje o acessório faz parte do cotidiano dos atletas e incomoda bem menos do que nos tempos de transição para a obrigatoriedade. Alguns modelos chegam a pesar 60 gramas.

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