Entidades de Santo Ângelo criticam primeiras ações do governador eleito

Entidades de Santo Ângelo criticam primeiras ações do governador eleito

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Acisa, CDL e Sindilojas Missões divulgaram na tarde desta segunda-feira, 5, em Santo Ângelo, uma nota criticando os primeiros movimentos da equipe comandada pelo governador eleito Eduardo Leite, que estará à frente do Rio Grande do Sul a partir de janeiro de 2019.

O foco das entidades é a carga tributária, sempre uma pedra no sapato nas discussões entre empresários e governo. “O governo não pode parar este Estado por falta de gestão”, diz um dos trechos do manifesto.

Leia abaixo, na íntegra, o texto divulgado nesta segunda-feira.

“A Associação Comercial, Cultural, Industrial e Agropecuária de Santo Ângelo (Acisa), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santo Ângelo (CDL) e o Sindilojas Missões vêm, por meio desta, manifestar ao novo governo do Estado do Rio Grande do Sul – e a quem mais possa interessar – que, mesmo antes de assumir, o mesmo já causa tristeza pelas primeiras ações que vem tomando.

A primeira ação proposta, de manter a elevada cobrança de ICMS em 1% para vários produtos e 5% na gasolina, energia elétrica e telefonia, atingindo diretamente os gaúchos, segue o caminho mais fácil para os governantes.

É necessário e urgente que alguém assuma a responsabilidade de cortar as despesas e benefícios, melhorar a gestão e promover o aumento na arrecadação pelo crescimento da movimentação na economia e nos negócios.

A fórmula continua a mesma e novamente não irá funcionar. Acreditamos que com o aumento de impostos e o não pagamento das dívidas ao Governo Federal, o Estado continuará quebrado. Tomando as mesmas atitudes, irá gerar, invariavelmente, os mesmos resultados que sempre gerou.

A cada dia, mais empresários e empreendedores – que recolhem seus impostos no RS – irão se mudar para outros Estados que tenham competência de fazer diferente do modelo atual. Evasão essa que existe hoje e caso a conduta do governo continue assim, será intensificada. As entidades entendem que essa forte carga tributária vai terminar de quebrar o Estado, prejudicando a recuperação econômica, resultando em corte de vagas e inviabilizando novos negócios.

Em nossas empresas, a solução seria aumentar o preço dos produtos, pois nossas despesas também aumentam, porém, isto é impensável nos dias de hoje; enquanto que no Governo do RS, é o que costumam fazer.

Nas últimas quatro décadas, o governo gaúcho gastou mais do que arrecadou em praticamente todos os anos. O saldo negativo foi aumentando, os juros viraram uma bola de neve e não há mais de onde tirar dinheiro para pagar as contas. Sendo assim, é necessário e urgente encontrar uma saída para driblar a crise – como a renegociação da dívida com a União -, além de resolver questões como o elevado custo da folha de pagamento e o rombo da previdência.

A Acisa, CDL e Sindilojas Missões acreditam que os poderes Executivo e Legislativo gaúchos precisam atuar de forma conjunta nesse momento crítico, comprometidos não apenas com o momento presente, mas também com o futuro do Estado do Rio Grande do Sul.

O povo gaúcho é trabalhador, empreendedor e desbravador, porém não é feito para sustentar uma máquina pública ineficiente e sem coragem de enfrentar os problemas. O governo não pode parar este Estado por falta de gestão.

Acisa, CDL e Sindilojas Missões”

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