A Árvore dos Poemas, por Mario Quintana

A Árvore dos Poemas, por Mario Quintana

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Mario Quintana – A Árvore dos Poemas

Quando a árvore dos poemas não dá poemas

Seus galhos se contorcem todos como mãos de enterrados vivos

Os galhos desnudos, ressecos, sem o perdão de Deus

E, depois, meu Deus, essa lenta procissão de almas retirantes…

De vez em quando uma tomba, exausta à beira do caminho

Porque ninguém lhe chega ao lábio o frescor de cântaro

A doçura de fruto que poderia haver num poema

Maldita a geração sem poetas que deixa as almas seguirem

Seguirem como animais em estúpida migração!

Quando a árvore dos poemas não dá poemas

Qual será o destino das almas?

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