O que você vai ser quando crescer?

O que você vai ser quando crescer?
Coluna Venturis Ventis

Opinião | Foto: Outra Estação.com | © Todos os direitos reservados

Quantos são treinados a empreender durante a vida escolar, acadêmica? Há incentivos, desde cedo, para que sejamos empresários e não empregados? A resposta, todos sabemos.

Não há, pelo menos em nosso país, valorização da cultura do empreendedor. Aquele que é preparado, instigado a pensar no novo, a investir em algo com suas forças, sem que seja necessário começar a vida profissional sob as asas de um chefe.

Esse é sempre um jogo de erros e acertos. É assim que as receitas são testadas. E somente indicamos e passamos adiante aquelas que resultam em algo bom de ser consumido. Assim também é no universo corporativo. O que dá certo é sempre referência. Mas o brasileiro parece se arriscar menos do que deveria.

E, de fato, investir em algo próprio – embora, em caso de sucesso, possa oferecer um bom retorno financeiro – proporciona dores de cabeça específicas. A quantidade de papéis, assinaturas e tributos é uma cara feia capaz de espantar a boa vontade empreendedora de muitos.

Um aspecto importante a ser registrado é que, mesmo virtual, um negócio precisa seguir alguns passos de uma empresa física, os procedimentos legais são obrigatórios.

Sandra Turchi, no texto “Quer mudar de vida? Que tal empreender no mundo digital?”, procura as palavras certas para incentivar novos rumos ao mercado brasileiro. Estimula, especificamente, a criação de negócios virtuais. Que façam da internet sua mesa de experimentos. Mas com seriedade.

Cita exemplos interessantes de empresas e traz para a pauta o investidor-anjo, que a querida Wikipedia descreve como “uma pessoa física ou uma empresa disposta a investir em outras empresas que, estando a iniciar suas atividades empresariais (startups) ou pensando em iniciar atividades comerciais ou industriais, não contam, contudo, com o aporte financeiro necessário para essa empreitada. […] Este investidor é alguém que acredita no projeto, vislumbra retorno econômico e aporta os recursos para lançar o empreendimento e está disposto a correr riscos, enquanto aguarda ganhos financeiros com o crescimento da empresa”.

Ou seja, o que muitos iniciantes procuram: alguns cheques com interessantes zeros capazes de permitir os primeiros passos daqueles que partem do nada em busca de sucesso financeiro, pessoal – seja a necessidade que for.

O que poderia acontecer se as escolas oferecessem, a partir das séries iniciais, disciplinas voltadas à administração, com estímulos ao melhor uso de recursos financeiros, apostas empreendedoras?

Por enquanto, ainda somos ensinados a pensar como subordinados. Procurar empregos. E não criá-los.

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