Com chuvas, soja retoma desenvolvimento no RS

Com chuvas, soja retoma desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Jornal do Campo | Foto: Vanessa de Moraes/Emater RS/Divulgação

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a cultura da soja retomou o desenvolvimento com a normalização das chuvas, apesar da sua distribuição desuniforme.

As fases da lavoura são as seguintes: 24% em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 42% na fase de enchimento de grãos e 1% maduro e por colher.

Na região de Santa Maria, há ocorrência de áreas desuniformes, com baixo estande de plantas, o que deverá afetar de forma negativa o teto produtivo das lavouras. As perdas mantêm-se estáveis em virtude da melhoria das condições climáticas.

E na região de Ijuí, o desenvolvimento da cultura nesta semana se deu sob condições diferenciadas, conforme a disponibilidade de umidade no solo. Nas áreas onde as precipitações atingiram volumes adequados, a perspectiva de produtividade está próxima da projetada inicialmente.

Já nos locais onde ocorreu menor volume de precipitações, a soja apresenta sintomas de déficit hídrico, com folhas murchas durante a tarde, quando as temperaturas se elevam.

As lavouras evoluem rapidamente para o estádio reprodutivo, com a maior parte delas atualmente em floração. O clima seco proporciona aumento da incidência de ácaros e tripes.

Em Ijuí, os técnicos da Emater também têm observado o aumento da incidência de lagartas. São baixos os sintomas de infecção por doenças; mesmo assim, os produtores dão continuidade aos tratamentos fitossanitários.

Milho

As chuvas no período contribuíram para melhorar também a situação das lavouras de milho no RS, mas em algumas regiões as perdas estão consolidadas.

As fases da lavoura são as seguintes: 13% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 11% em floração, 22% em enchimento de grãos, 21% maduro e 33% já foram colhidos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, devido à estiagem, são esperadas perdas significativas tanto na produtividade quanto na qualidade do milho para silagem, que deve interferir inclusive no desempenho futuro dos animais.

Na região de Pelotas, a semeadura vem acontecendo em pequenas áreas a cada chuva. Com o desenvolvimento prejudicado pela estiagem, muitas lavouras originalmente destinadas para grãos passaram para silagem, o que deverá resultar numa qualidade muito baixa da silagem produzida, interferindo assim na produção leiteira e de carne para o outono-inverno.

Na região de Erechim, há perdas na produtividade e na qualidade do grão das lavouras destinadas ao milho silagem; 25% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 75% já foram colhidos.

[+] Veja mais Jornal do Campo aqui