Bagunça organizada? Descarte de vidro é coisa séria

Bagunça organizada? Descarte de vidro é coisa séria

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A simetria das garrafas pode ser o único ponto positivo da imagem acima. A vitrine localizada na rua Marechal Floriano, no centro de Santo Ângelo, certamente não é o lugar adequado para o descarte de vidro.

Ele, por si, não se decompõe e permanece em solo por mais de dez mil anos. Mas a boa notícia é que 100% do material pode ser reaproveitado com a reciclagem.

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Por isso, é importante que garrafas e outros objetos de vidro tenham um descarte especial (as lixeiras destinadas a isso são identificadas pela cor verde, mas é notório que há poucas espalhadas pelas cidades brasileiras).

Este ainda é um setor que trabalha aquém de suas possibilidades, segundo especialistas. Atualmente, a quantidade de vidro reciclado no Brasil chega a, no máximo, 40%. Como comparação, o alumínio reaproveitado atinge um percentual de 98%.

E um dos motivos para um número ainda tão baixo é a coleta, que se mostra ineficiente para atender as possibilidades que envolvem o descarte de vidro.

O cidadão costuma misturá-lo com outros materiais do chamado “lixo seco” e esta não é a prática mais recomendada. Ele deve ser colocado em embalagens exclusivas e, de preferência, bem identificadas.

Segundo o Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), por ano são produzidas quase 980 mil toneladas de vidro em território brasileiro – mas este número pode ter aumentado nos últimos anos.

Em Santo Ângelo, a cooperativa Ecos do Verde, em atividade há quase vinte anos, é uma boa opção para quem quer descartar o vidro de maneira correta e auxiliar as famílias cooperadas da instituição, que têm nesta prática sua fonte de renda.

Quer fazer a sua parte no descarte de vidro? Então anote algumas dicas:

  • Separe os vidros por tipo e cores
  • Embalagens (de alimentos, por exemplo) não são o mesmo que o vidro de uma janela ou porta e estes não devem ser agrupados
  • Vidros quebrados devem ser enrolados em papel (como jornais antigos) para proteger os trabalhadores que atuam no recolhimento de resíduos urbanos. Muitos deles sofrem graves cortes nas mãos e braços durante o serviço por conta de cacos escondidos em sacolas
  • Procure se informar sobre empresas ou cooperativas que se dediquem à reciclagem de vidro em sua cidade ou região. Em alguns casos, o material pode ser vendido aos especialistas – e você ainda lucra com o lixo que seria descartado sem cuidados

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