Dança Sobre Rodas, as feras dos patins em Santo Ângelo

Dança Sobre Rodas, as feras dos patins em Santo Ângelo

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Poucos sabem, mas existe uma escola de patinação em Santo Ângelo que conta com mais de uma centena de inscritos. As atividades foram retomadas há três anos. E, desde então, o grupo Dança Sobre Rodas não para de crescer.

Demanda não falta aos professores Diego Schüler de Paula (foto acima) e Claudia Lunardi de Paula.

Casados, eles resolveram dar sequência a uma história que havia começado em 1991, em Santo Ângelo, e que foi interrompida por alguns anos.

Quando, em 2016, a escola de patinação Dança Sobre Rodas foi reativada, talvez Diego e sua parceira não imaginassem que em três anos tantas pessoas estariam praticando sob suas instruções e com tanto gosto – até conquistas estaduais o jovem grupo já obteve.

Os ensaios são divididos entre alguns ginásios de Santo Ângelo (entre eles, o gigante Marcelo Mioso).

Dança Sobre Rodas, as feras dos patins em Santo Ângelo

São cerca de 110 alunos. Dos quatro a até 57 anos. Destes, apenas seis do sexo masculino. “Realmente é uma quantidade pequena de homens, mas ainda podemos nos orgulhar por sermos uma das poucas escolas do Rio Grande do Sul com integrantes do sexo masculino. Várias têm apenas praticantes mulheres. Precisaríamos de mais, sentimos falta quando há coreografias envolvendo casais e não podemos realizá-las”, conta Diego.

Quem quer praticar para se dedicar a competições tem espaço no Rio Grande do Sul. Além das copas, que são eventos menores e voltados a iniciantes, existem o torneio estadual e o Campeonato Gaúcho de Patinação Artística.

Dança Sobre Rodas, as feras dos patins em Santo Ângelo

O professor da Dança Sobre Rodas verifica um movimento inverso no Brasil em comparação a outros países.

“Talvez em função dos títulos recentes dos brasileiros (e gaúchos) Marcel Ruschel Stürmer e Talitha Haas, percebo aqui um crescimento nos últimos anos. Ao contrário do que acontece em outros países, que apresentam queda no interesse e prática de patinação artística”, diz.

Entre vários títulos, Marcel Ruschel Stürmer conquistou quatro vezes a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (2003, 2007, 2011 e 2015) e Talitha obteve medalhas de bronze em 2011 e prata no ano de 2015.

Não há restrições quanto à estrutura corporal ou idade, mas um aspecto é muito importante para quem quer aprender a prática correta da patinação artística: “Algumas pessoas chegam e falam que querem participar das aulas, mas que vão treinar por conta antes para chegar aqui com alguma noção. Isso está errado e eu explico: é importante que, desde o início, o aluno saiba andar com a postura correta sob nossa orientação e aprenda a cair com segurança. Os tombos são inevitáveis, mas ensinamos o modo correto para que eles se machuquem o mínimo possível”.

Apesar de interessante, se dedicar à patinação artística é um investimento que não está ao alcance de todos. Além das mensalidades, o aluno também precisa investir em equipamentos.

Um par de patins para este tipo de atividade custa a partir de R$ 500 – dependendo do modelo, ultrapassa os R$ 5 mil, facilmente.

“Aqueles patins encontrados em lojas de brinquedos, com rodas e freios de plásticos, não são permitidos. Aqui na escola Dança Sobre Rodas, nós proibimos o uso para não danificar a quadra”, destaca Diego.

Patins de quatro rodas podem até ficar restritos aos ginásios, mas fora deles é possível investir em outro modelo, chamado inline (ou roller, como ficou popularmente conhecido).

Porém, sempre é preciso pensar em segurança. Nada de ruas e avenidas movimentadas. Diego e Cláudia preferem praticar em clube, que é um local com baixo tráfego de veículos e tem vias em boas condições para o giro das rodinhas alinhadas. Nestes espaços a dupla oferece aulas particulares para os interessados na  modalidade.

Os elementos que se somam ao par de patins variam de acordo com o praticante, mas um item é essencial para a segurança dos patinadores: a munhequeira.

“Principalmente os adultos têm o impulso de se proteger com as mãos quando caem, então a munhequeira é essencial”, explica Diego Schüler de Paula.

Além deste item, outros vêm na sequência de importância, como capacete e joelheira.

Todos os exercícios são praticados em área coberta e sobre piso de madeira. Não são muitos os espaços em Santo Ângelo e alguns ginásios têm quadras que mais danificam os patins do que auxiliam o correto e fluido movimento das rodinhas especiais.

As aulas são oferecidas no turno da tarde para crianças e adolescentes e à noite para os adultos.

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