Camisa do Bahia “manchada” é um protesto contra os vazamentos

Camisa do Bahia "manchada" é um protesto contra os vazamentos

Caderno de Esportes | Foto: Bahia/Divulgação

O Bahia divulgou uma ação de conscientização ambiental neste domingo, 20, usando um de seus símbolos mais tradicionais: a camisa de jogo.

A equipe baiana apresentou uma versão do uniforme tradicional com “manchas de óleo”, que simbolizam os vazamentos que há dias fazem contaminar o litoral brasileiro, principalmente no Nordeste.

A chegada do petróleo cru iniciou na Paraíba, mas já pode ser percebida em cerca de 170 cidades de nove estados.

Somente no estado baiano, as manchas estão nos municípios de Itacaré, Vera Cruz, Itaparica, Salvador, Jandaíra, Lauro de Freitas, Conde, Camaçari, Entre Rios, Esplanada e Mata de São João.

Ainda perdido em relação à origem e como foi possível a contaminação, o governo federal segue investigando o caso para obter respostas sobre o desastre ambiental.

Quinta-feira, 17, Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação contra a União por omissão no desastre do petróleo cru que está manchando o litoral do Nordeste.

A ideia da direção do tricolor baiano foi bastante elogiada na Rede e o “manto sujo” está sendo compartilhado por milhares desde sua divulgação – ou, “vazamento da imagem”, como bem soube trabalhar a iniciativa o departamento de marketing responsável pela ação.

O uniforme tricolor personalizado será usado na partida do Bahia com o Ceará, segunda-feira, 21, em Salvador.

Leia a nota divulgada pelo Bahia sobre o protesto na camisa

“O problema é seu. O problema é nosso.

Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha irresponsabilidade? Será que esse assunto vai ficar esquecido?

O Bahia é você, somos nós, cada ser humano.

É a forma como representamos o amor, o apego, o chamego, o sagrado, a justiça. O Bahia é a união de um povo que vibra na mesma direção, que respira o mesmo ar e que depende da mesma natureza para existir, para sobreviver.

Jogaremos nesta segunda-feira, contra o Ceará, em Pituaçu, com a camisa do Esquadrão manchada de óleo.

Um convite à reflexão: o que faz um ser humano atacar e destruir espaços sagrados? O lucro a qualquer custo pode ser capaz de destruir a ética e as leis que regem e viabilizam a humanidade?

A barbárie deve ser tratada como tal, não como algo natural.”

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