Preço recebido pelo produtor rural fecha 2019 com alta de 11%

Rural

Jornal do Campo | Foto: Outra Estação.com/Arquivo | © Todos os direitos reservados

Se levado em consideração o acumulado do Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) em 2019, a alta é de 10,68%. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 22, pela Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul).

Um dos influenciadores foi o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), que registrou seis meses de quedas consecutivas, estabilizando em dezembro com 0,88%.

A expectativa de menor oferta de soja pelos EUA no primeiro semestre do ano passado resultou na alta do preço da commodity no mercado internacional. Com a valorização da taxa de câmbio, o resultado foi ainda melhor.

O arroz também teve aumento no preço com o crescimento das exportações em 2019. Já os casos de peste suína africana na China favoreceram o preço dos Suínos.

E a abertura de novos mercados impactou diretamente no preço do boi gordo. Somente em dezembro, o crescimento do IIPR foi de 1,80%. Além das carnes, a falta de chuvas elevou o preço do Milho, influenciando no resultado.

Os custos mantiveram-se no mesmo patamar devido a uma equalização do aumento do preço dos fertilizantes com a redução dos preços dos agroquímicos, como demonstra o IICP.

A economista do Sistema Farsul, Danielle Guimarães, explica que “apesar de um ano de taxa alta no câmbio, a grande oferta de fertilizantes puxou o indicador. De uma maneira geral, é possível afirmar que foi um ano atípico com aumento de preços e queda nos custos”.

Danielle comenta que o resultado demonstra bem a diferença entre a inflação no campo e na cidade.

“Enquanto o IIPR chegou 10,68%, o IPCA Alimentos e Bebidas ficou em 6,37%. Já o IPCA teve alta de 4,31%, enquanto o IICP caiu 1,75. Movimentos bem distantes”, avalia.

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