Agroindústrias familiares de Santo Ângelo avançam rumo à formalização

Agroindústrias familiares de Santo Ângelo avançam rumo à formalização

Jornal do Campo | Foto: Emater RS/Divulgação

Santo Ângelo já possui 15 agroindústrias legalizadas e outras dez em processo de formalização. Em 2019, quatro receberam o certificado de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e executado pela Emater/RS-Ascar.

Neste ano, receberam o certificado de inclusão no programa a produtora Lourdes Fabrízio, que possui uma agroindústria de panificados na localidade de Lajeado Cerne; Vilibaldo Cargnelutti (foto), que processa linguiça e carne suína no empreendimento na localidade de Sossego; Clézio Ventroba, processa e comercializa mandioca descascada através de sua agroindústria, e Graciele Hengen, que possui uma agroindústria de panificados, ambas localizadas em Linha Independência.

Extensionista da Emater/RS-Ascar, Erico Soares explica que a inclusão no Peaf permite a venda de matéria-prima beneficiada pelo bloco do produtor, tais como panificados, embutidos, derivados de leite, melado e vegetais minimamente processados, a exemplo da mandioca descascada.

O potencial do mercado consumidor do município continua em expansão, e neste ano o Instituto Federal Farroupilha Campus Santo Ângelo (IFFar) realizou a primeira chamada pública para aquisição de alimentos da agricultura familiar.

Também nesse sentido, o 1º Batalhão de Comunicações (BCom) de Santo Ângelo elaborou a chamada pública ainda em 2019, com execução prevista para 2020, para a aquisição de alimentos da agricultura familiar de fornecedores locais e regionais.

Soares lembra que a Emater/RS-Ascar está empenhada em desenvolver o setor agroalimentar familiar na construção de articulações e redes entre agricultores e compradores, que permitam eficácia no processo de fornecimento de alimentos para mercados institucionais, já que órgãos públicos por lei devem adquirir da agricultura familiar no mínimo 30% dos produtos que consomem.

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